O barman para festa tem uma história rica que passa pela famosa Lei Seca até os dias de hoje com a mixologia molecular. Neste artigo, exploraremos a evolução do barman para festas ao longo da história, desde os dias da Proibição até a modernidade.
A Era Proibida: Barmans Subterrâneos
Na década de 1920, os Estados Unidos vivenciaram um período histórico peculiar e sombrio conhecido como a Proibição. Durante essa época, a fabricação, venda e transporte de álcool foram estritamente proibidos, levando ao surgimento de um mercado clandestino e à ascensão dos barmans subterrâneos, verdadeiros heróis da coquetelaria.
A Proibição foi uma resposta à crescente preocupação com os efeitos negativos do consumo excessivo de álcool, incluindo problemas de saúde pública e social. No entanto, a proibição do álcool não levou ao seu desaparecimento; em vez disso, ele floresceu secretamente, alimentado pela demanda contínua por coquetéis saborosos.
Com a proibição, o barman para festa não podiam mais exercer suas habilidades abertamente em bares tradicionais. Em vez disso, eles abriram bares clandestinos conhecidos como “speakeasies”. Esses locais eram frequentados por pessoas dispostas a quebrar a lei para desfrutar de coquetéis de qualidade.
- Curiosidade: O termo “speakeasy” originou-se da necessidade de falar discretamente e em voz baixa sobre a localização desses bares ilegais para evitar a atenção das autoridades.

A Criatividade em Tempos Sombrios
Os barmans subterrâneos enfrentaram desafios significativos durante a Proibição. Eles tinham que criar coquetéis que não apenas mascarassem o sabor do álcool, mas também fossem deliciosos. Para isso, desenvolveram técnicas criativas e utilizaram ingredientes exóticos para enganar os paladares mais aguçados.
Um dos drinks clássicos que surgiu durante a era Speakeasy é o famoso “Bee’s Knees”. Este coquetel é simples, mas seu sabor equilibrado e sua história o tornam um clássico atemporal. Aqui está a receita:
Coquetel Bee’s Knees
Ingredientes:
- 60 ml de gin
- 30 ml de suco de limão fresco
- 15 ml de xarope de mel (ou a gosto)
- Gelo
Modo de Preparo:
- Em uma coqueteleira, adicione o gin, o suco de limão e o xarope de mel.
- Encha a coqueteleira com gelo.
- Agite vigorosamente até que a mistura esteja bem resfriada.
- Coe a mistura em uma taça de coquetel resfriada.
- Decore com uma rodela de limão ou uma casca de limão torcida.
O “Bee’s Knees” é conhecido por sua combinação de sabores: o gin traz notas botânicas e acentos de ervas, o suco de limão adiciona acidez e frescor, enquanto o xarope de mel suaviza e adoça o drink. Era uma escolha popular durante a Proibição, pois o sabor doce do mel ajudava a disfarçar o sabor do gin, que muitas vezes era de qualidade duvidosa naqueles tempos.
O Legado da Proibição
Embora a Proibição tenha chegado ao fim em 1933, seu impacto na cultura dos coquetéis e na figura do barman foi duradouro. Muitos barmans subterrâneos continuaram a aperfeiçoar suas habilidades e se tornaram lendas na coquetelaria.
Um dos barmans mais notáveis da época foi Harry Craddock, um bartender britânico que se mudou para os Estados Unidos e trabalhou no famoso Savoy Hotel em Londres durante a Proibição. Ele é lembrado por sua contribuição para a coquetelaria através de seu livro “The Savoy Cocktail Book”.
“Um coquetel feito em casa pode ser uma coisa triste. Não é uma questão de ingredientes, mas de ambiente”
Harry Craddock

O Renascimento dos Coquetéis: Anos Dourados
Após o fim da Proibição nos Estados Unidos, o barman para festa teve a oportunidade de brilhar de forma legalizada. Os anos 1950 e 1960 foram uma era de ouro para a coquetelaria, com barmans icônicos como Donn Beach e Trader Vic popularizando coquetéis tropicais.
Donn Beach, também conhecido como Donn the Beachcomber, é creditado por criar o movimento Tiki. Ele desenvolveu coquetéis como o Mai Tai e o Zombie, que evocavam a atmosfera de praias paradisíacas e ilhas exóticas.
- Dados Interessantes: O Mai Tai, criado por Donn Beach, é considerado um dos coquetéis mais icônicos do século 20.

Coquetel Mai Tai
O Movimento dos Coquetéis Artesanais
O século 21 também testemunhou o surgimento do movimento de coquetéis artesanais. Barmans passaram a criar seus próprios xaropes, bitters e infusões, levando a coquetelaria a novos patamares de criatividade e sabor.
Hoje, os barmans para festas continuam a honrar a tradição enquanto abraçam a inovação. Eles combinam técnicas clássicas com ingredientes modernos, criando experiências únicas para os amantes de coquetéis.
Barmans experientes entendem que não existe um coquetel “tamanho único”. Eles se esforçam para conhecer o gosto de seus clientes e personalizar cada bebida para satisfazer suas preferências. Eles vão desde a criação de bitter até inovação de glassware.
Qual será o Futuro do Barman de festa?
O futuro dos barmans para festas é promissor. À medida que a coquetelaria continua a evoluir, podemos esperar sabores ainda mais ousados, técnicas inovadoras e uma experiência de coquetel mais envolvente.
Hoje em dia, vemos uma série de tendências emocionantes na coquetelaria, desde coquetéis de baixa prova alcoólica até coquetéis inspirados em ingredientes locais e sazonais.
A história do barman para festas é uma narrativa fascinante de criatividade, resiliência e evolução. Desde os dias sombrios da Proibição até a era moderna da mixologia, esses mestres da arte de fazer coquetéis continuam a nos surpreender com suas criações. Hoje, eles são verdadeiros artistas, personalizando experiências e celebrando a rica herança da coquetelaria.
Perguntas Frequentes:
- 1- Qual é a bebida mais icônica da era da Proibição?
- Durante a Proibição, o coquetel “Mint Julep” ganhou destaque, tornando-se um favorito clandestino.
- 2 – Quem é considerado o pai da mixologia moderna?
- Jerry Thomas, um bartender do século 19, é frequentemente considerado o pai da mixologia moderna.
- 3- Quais são algumas tendências atuais na coquetelaria?
- Tendências atuais incluem coquetéis de baixa prova alcoólica, ingredientes locais e sazonais, e a personalização de coquetéis.
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